• Ana Margonato

Um sopro

Atualizado: 16 de mar. de 2021

Um sopro

É o passado, que agora é história.

Olhando pra trás

Até ontem, tudo que sobra, vira memória.


Ingratidão do tempo?

Não saberei lhe dizer.

Como viver plenamente

Se só existo no hoje e no ontem, não mais vou pertencer.


Memórias

O que seriam então?

Se só hoje estou aqui,

Quem era aquela, que segurava minha mão?


Meu eu do passado

Que desde meu nascimento viveu.

Trilhou meu caminho

Minhas memórias me deu.


Como manter-se viva?

Sem que o tempo lhe queira apagar.

Esteja na memória alheia

Quando lembrada, um pedaço de ti vai ficar.


Um sopro,

Assim passa à vida sem se quer avisar.

A história contada de ti é o que lhe resta

É a memória na qual irá morar.


Um sopro

Um pouco de sorte e falha absolvida.

Como brisa suave

Uma vida vividamente vivida.


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