• Ana Margonato

É errando que se aprende ou é errando que se erra?

Atualizado: 28 de dez. de 2020

Você descobre que está grávida e de repente um caminhão de decisões surgem no seu colo. Qual a melhor clinica para a ultrassom? Qual hospital será o parto? Quais procedimentos autorizará logo após o nascimento? enfim, enxurrada de coisas que até então nem sabia que teria que decidir.



Não que na vida antes da maternidade você não tivesse que tomar as mais variadas decisões, a diferença agora é que toda e qualquer escolha não impacta somente você, mas outro (ou outros) ser humano que depende totalmente do resultado da sua escolha. E isso minha gente, é responsabilidade pra mais de metro, e pesa, e deixa a gente muitas vezes inseguros e com a sensação de que não vai dar conta.



E advinha, não vai mesmo. Podemos nos esforçar o máximo sempre, em algum momento nossas decisões não vão ser as melhores, mesmo que na hora parecesse ser. Nem todo estudo do mundo será capaz de nos proteger das falhas, que são inevitáveis.



Isso não quer dizer que não devemos buscar o máximo de informações possíveis sobre como decidir melhor ok!?. O conhecimento, fruto de muito estudo, é o que nos possibilita analisarmos as situações e a partir de tudo que se sabe sobre aquele tema, decidir como proceder, só não espere que o conhecimento lhe trará sucesso sempre, pois isso não será possível.



A informação nos dá um norte, nos ajuda a ver as melhores opções. Mas são muitas as variáveis que nos levam a decidir se a escola X é melhor que a y, e nem sempre a escolhida vai te trazer o resultado que gostaria, e sabe porque?



Porque não existe decisão perfeita. Toda e qualquer escolha tem seus bônus e seus ônus, como praticamente tudo na vida. O que vai importar é se o bônus vale a pena pra dinâmica familiar, e só. Não vai existir escola perfeita. Todas as escolas terão aquela partezinha que não achou tão legal assim, aquela aula que não agrada, a comida que preferiria do jeito tal, entende? Sempre haverá algo que você gostaria de mudar e suas escolhas serão pautadas nos pontos positivos, naquilo que entende ser essencial, no que não abre mão.



E vai ser assim pra tudo, a gente pesa o que é mais importante de acordo com o que estudamos, mas também naquilo que acreditamos pela nossa ética, como pessoas que fazem parte de uma comunidade, como seres humanos que buscam o melhor para seus filhos, mas que as vezes erram.



Não tem perfeição, tem escolhas. E delas uma sequência de consequências, as vezes ótimas, as vezes surpreendentes, só não serão perfeitas, porque esse produto aí, embora muito anunciado no mundo virtual, está com o status não existente para compra.



Aceitar que vamos errar, e muito, tira um grande peso das costas. O peso do impecável, do incansável, e dá espaço para pais conscientes de seu papel e de suas escolhas.


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